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Há séculos, quando o homem
perdeu as suas características nômades tornando-se um sedentário
plantador e criador de animais para a sua subsistência, houve a
necessidade de guardiões dos seus bens contra outros animais e
ladrões. Esperto, como sempre, o homem começou a olhar com
outros olhos, os lobos e os ancestrais dos canídeos que o
acompanhavam em suas andanças na expectativa dos restos das
caças que o alimentava e vestia. As tentativas de domesticação
do lobo foram infrutíferas e os belos lupinos continuam, até
hoje, a ter a liberdade que o homem perdeu com o sedentarismo. A
domesticação dos canídeos foi um sucesso. Com a evolução do
tempo alguns canídeos desenvolveram, naturalmente de início e
sob um controle de criação muito tosco e prático posteriormente,
comportamentos e fenótipos adequados para as duas atividades
mais importantes para o homem primitivo: a caça e a guarda dos
rebanhos de ovelhas.
Na
região onde é hoje a Alemanha, foram desenvolvidas raças de cães
pastores adaptadas ao clima e acidentes geográficos de cada
região. Claro que os pastores, durante os seus encontros
festivos e comerciais, jactavam-se das qualidades dos seus cães
no trabalho. Proprietários levavam suas fêmeas para serem
cobertas pelos machos mais famosos e, da ninhada, separavam os
mais parecidos fenotipicamente com o pai. Trocavam exemplares
com outros grupos de pastores e mantinham registros de criação,
vamos dizer, informais. Mas, num processo de seleção determinado
pelas necessidades, foram chegando a animais com comportamento e
fenótipo cada vez mais eficientes para as atividades pastoreiras.
Dois criadores de visão se destacaram nesta época: o capitão
Rielchelmann-Dunau e o Conde Von Hanh, fundadores do então
Philax Clube. Esta entidade, no entanto teve pouca duração.
Quando
Stephanitz surgiu no cenário existiam 3 tipos bem definidos de
cães pastores na regiã o
da Alemanha. Todos muito inteligentes, atentos, rústicos e
excelentes andadores. Além da excelência para o trabalho
os tipos eram adaptados para as condições climáticas e
geográficas das regiões em que viviam.
Os cães das regiões mais planas do norte eram menores, mais
ágeis e trotadores de excelentes passadas, qualidades muito
propícias para acompanharem a movimentação
mais rápida e com coberturas de distâncias maiores dos rebanhos
de ovelhas. No sul, região do Württenberg, terras acidentadas
determinadas pelo derramamento dos Alpes, os cães pastores eram
mais compactos, pesadões e com grande vigor físico, aptos a
acompanharem os rebanhos colinas acima ou abaixo na busca das
forrageiras. No centro da Alemanha, na Francônia, um dos cinco
ducados medievais, nas terras da atual Baviera e com centro
vital na cidade de Würzburg, combinação das duas geografias
anteriores, os cães, peludos, eram uma mescla dos outros dois
tipos. Não havia muita preocupação com a pelagem dos animais,
havendo cães de pêlo longo e pêlo curto, as cores eram muito
variáveis, desde o branco até o preto, misturas de cores num
mesmo animal e, vejam só, até animais com colorações semelhantes
às hoje mais aceitas.
Nos anos
finais do Século XIX, Stephanitz, com idéia de colocar os cães
pastores da Alemanha dentro de um só padrão, com tempo
disponível por estar nos seus últimos anos de caserna,
determinação e disciplina próprias dos militares e, não poderia
deixar de ser, o amor pelo trabalho executado pelos cães,
percorria, com vários amigos, as diversas regiões pastoreiras.
Aumentava os seus conhecimentos sobre os tipos de cães mais
usados. Sabia da existência de cães resultantes dos cruzamentos
dos três tipos predominantes e, com olhos atentos, procurava um
cão base para o início do seu sonho. Interessante.
Diferentemente dos amantes e estudiosos de cães que buscavam o
resgate de algumas raças em vias de desaparecimento, como o
Mastim Napolitano, procurando raros exemplares característicos
das mesmas, Stephanitz, ao contrário, buscava um ou vários
exemplares representativos da média de 3 tipos de cães existentes
em números apreciáveis. Não buscava resgatar uma raça já bem
definida e sim o somatório positivo de raças existentes.
Como muitas
das grandes descobertas da humanidade, o encontro foi ao acaso
e fortuito. Num 3 de abril de 1899, em Karlsruhe, cidade que
hoje é uma das principais sedes das Siegers, inclusive da Sieger
do Centenário da SV, em 1999, Stephanitz assistia a uma
exposição de todas as raças. Junto, um dos amigos prediletos,
Arthur Mayer, participante dos sonhos do capitão de cavalaria e
outro observador perspicaz de cães do qual a história pastoreira
pouco fala. Um olho na pista e outr o no que acontecia nosarredores, aliás nos arredores muitas vezes ocorre o mais
importante, viram, próximo ao seu dono, um cão amarelo e cinza,
não muito grande e muito parecido com um lobo. Estava ali de
alegre, sendo um cão de trabalho e não de show. Antenas
ligadas, aproximaram-se, puxaram conversa com o dono do animal
e, pedindo para o animal dar uma andadinha, notaram que, mesmo
sendo muito forte, possuía movimentação ágil e grande firmeza
de ligamentos.
Eureka,
devem ter pensado os dois amigos.. Estava ali o que procuravam.
Notem a sutileza do destino. Karlsruhe fica a pouca distância,
um pouco a sudoeste, de Würzburg, o centro vital da Francônia,
onde viviam cães pastores que tinham fenótipo na média entre
os cães da Turíngia e de Württenberg. Coincidentemente a sede da
SV está em Augsburg, situada um pouco ao sul de Würzburg e bem
perto, a sudeste, encontra-se Karlsruhe.
Sabem aquela
vontade de adquirir um animal buscado há muito tempo. Pois é, o
cão visto em Karlsruhe além de muito bonito representava o ideal
para um começo do trabalho sonhado há muitos anos.
Os dois
amigos convenceram o proprietário a vender o animal.
Interessante que, estando numa exposição, o proprietário sempre
deixou claro que o cão era essencialmente de trabalho pastoril e
não de exibição. Mal sabia que Stephanitz e Mayer tinham como
base dos seus projetos os animais de trabalho. O pastor
originariamente é um cão de pastoreio. Por sua inteligência e
facilidade de treinamento tornou-se um animal versátil com
múltiplos usos, um deles como cão de proteção. Portanto, como os
trabalhadores nas indústrias mais modernas, o pastor alemão é um
cão multiprofissional. Esse animal base chamava-se Hektor
Linksrhein,
foi comprado por Stephanitz e assumiu o nome do seu canil
passando a chamar-se Horand v. Grafrath.
Stephanitz trabalhava contra o tempo e,
em 20 de setembro do mesmo 1899, foi aprovado o primeiro padrão
da raça, tendo como base o equilíbrio mental e a utilidade,
ficando a beleza para um segundo plano. Claro que esse primeiro
padrão foi baseado nos conhecimentos adquiridos nas andanças de Stephanitz e seus companheiros e nas qualidades e defeitos de Horand e outros cães vistos nas viagens pelo território alemão
e vizinhanças.
Com
Horand v. Grafrath foi iniciado o tronco base de onde originam
todos os cães pastores alemães da atualidade.
No período
de 1889 até Rolf Osnäbrucker Land, VA em 1950/1951, o
pastoreirismo sofreu grandes evoluções, dentro e fora das
pistas. Dezenove dias após ter comprado Horand, Stephanitz e o
seu grupo fundaram a SV, em 22 de abril de 1899. Cinco meses
depois foi instituído o primeiro padrão da raça, marco para a
unificação da criação. O padrão sofreu retoques em 1901, 1909,
1930, 1961 e, em 1973, ano de fundação da WUSV, unindo
pastoreiros de todo o mundo, sofreu as maiores alterações e
atualizações. As exposições passaram de simples reuniões de
amigos pastoreiros para ter o sentido mais amplo do
desenvolvimento da raça. Os criadores, que já estavam
estruturados em canis com nomes, passaram a seguir as
orientações da SV e da WUSV, no fundo as mesmas, registrando as
suas ninhadas e selecionando os animais a serem usados na
criação. As siegers, tanto de estrutura como de trabalho,
passaram a ser uma vitrine dos resultados conseguidos e uma
fonte de orientações técnicas para os futuros cruzamentos
genéticos.
TRONCO BASE
HORAND GRAFRATH
HEKTOR SCHWABEN
HEINZ STARKENBURG
ROLAND STARKENBURG
HETTEL UCKERMARK
ALEX WESTFALENHEIM
ERICK GRAFENWERT
KLODO BOXBERG
UTZ HAUS SCHÜTTING
BARON DEUTSCHEN WERKEN
WIEGANG BLASIENBERG
GOCKEL BERN
INGO PIASTENDAMM
TRUTZ
SCHWANENSTADT
LEX PREUSSENBLUT
ROLF OSNABRÜCKER LAND

Hektor v.
Schwaben é considerado o melhor filho de Horand. Sieger em 1900
– 1901, de sua prole destaca-se uma fêmea qualificada em
trabalho, da linha de Württemberg, chamada Madame v. d. Krone.
Horand também padreou Theka I Von der Krone, que, acasalada com
seu meio irmão Hektor, produziu os celebrados irmãos Beowulf 10
e Pilot III. Ambos foram excelentes cães, sendo seus méritos
atribuídos ao fato de terem Horand como avô dos dois lados.
Foram seguidos por cães famosos como Roland von Starkenburg.Os
primeiros criadores claramente apreciavam as vantagens de um
inbreeding (consangüinidade) inteligente e bem estudado, que
entendiam como o meio mais rápido de se chegar a um tipo
padronizado.
De
Hettel Uckermark surgem
linhas de sangue que claramente delineiam as duas tendências da
criação. Temos Hettel – Billo Riedeckenburg – Greif Peterstirn –
Argo Mutterlieb – Damm Oostal – Arno Friedhosfsmauer – Damm
Sandhügel – Nestor Wiegerfelsen – Immo Hasenfang - Axel
Deininghauser Heide – Held Haus Elkeman – Alf Nordfelsen.
Alf, um dos marcos da criação pastoreira em to dos os tempos,
muito bem pigmentado, máscara forte e capa preta sobre o
amarelo, foi tronco de linhas sangüíneas excepcionais, tanto de
trabalho como estrutura:
1.1-
Alf – Axel Pelztierfarm – Mutz Pelztierfarm,
componente do quarteto de ferro com Quanto, Canto Wienerau
e Marko Cellerland. Mutz, principalmente através do
seu filho Jonny Rheinhalle, no final da década de 70 e
início da de 80, deu origem a vários excepcionais machos como Gauner Gründel, VA 76/78 (pai de Dax Kopenkamp, VA 80/81, Watz
Kopenkamp, V11 e Bär Klosterbogen, VA 80/82), Jupp Haller Farm,
VA78 (no momento com o importante encadeamento genético Jupp –
Dax Wienerau – Natz Hasenborn – Cello Romerau
– Eros Luisenstrasse), Kuno Weidtweg e Lardo Haller Farm,
pai do VA81 Lauser Urbecke que veio para o Brasil;
1.3-
Alf – Veus Starrenburg – Nico Haus Beck. Nico
– Fedor grünen Lückner – Pele Aegidiendamm – Irk Wienerau
– Agent Arlett – Lasso Taffingsmühle – Aly Wendeler Land
– Jack Weissen Brink (pai de Huscan Rosseieck e Flory
Bickbeerholz).
Agent,
da primeira ninhada Arlett cujo irmão, As, veio para Belo
Horizonte ;
1.4-
Alf – Axel Pelztierfarm – Mutz Pelztierfarm –
Anderl kleinen Pfahl
Na
sequência da linha - tronco encontramos
Klodo Boxberg (sieger 1925).
Klodo não evoluiu na estrutura (destaque para o encadeamento
Klodo – Curt Herzog Hedan – VA Odin Stolzenfels – Arno
Schwabenheimat – Kuno Altbabenberg – Arno Bildhauer Gilde – Cito
Coburger Land – Arras Adam Riesezwinger – Klodo Eremitenklaus e
que, além de alguns bons cães de trabalho, foi muito usado por
canis como Kirschental e Trienzbachtal).

Utz Haus Schütting
é outro cão muito importante do tronco-base. Dele, chega-se a
Marko Cellerland, VA70/73, um dos quatro esteios do
pastoreirismo moderno, hoje infelizmente de importância
secundária por não ter produzido excepcionais descendentes de
estrutura, que dariam continuidade a sua linha. Pelo
encadeamento Utz – Dux Haus Schütting – Egon
Friedlichenheim –
Drusus Starrenburg – Dieb Liebchenmühle – VA 1946/48 Cralo
Haunstetten – Norbo hohen Fichte – Tell Löwenbrück – Cherry
sieben Pappein – VA1965 Cyrus Baltikum – Kondor Golmkauer Krug –
Marko.
E, chegamos ao final do
tronco-base, com Rolf Osnabrücker
Land, grande marco na criação das mais importantes
linhas. De Rolf chegamos às duas excepcionais linhas:
a-
Rolf – Alf Walddorf Emst – Asslan Maiweg – Fix Sieben
Faulen – Hein Königsbruch – Canto Wienerau e
b-
Rolf – Arko Delog – Condor Hohenstamm – Condor Schnapp –
Condor Zollgrenzschutzhaus – Quanto Wienerau.
Como todo
pastoreiro sabe, de Canto e Quanto se originou quase tudo que
hoje existe nas exposições de estrutura.
Canto
– Sonny
Badener Land – Tell Grossen Sand – Frei e Fanto Hirschel
e
Canto
– Frei Holtkämper See – Zorro Haus Beck – Lasso Wiedenbrücker
Land – Fedor Arminius – Mark Haus Beck ou Jello Wienerau
ou de
Quanto
– Lasso Val Sole – Xaver Arminius - Quando Arminius –
Odin Tannenmeise – Jeck Noricum e Zamb Wienerau e
Quanto
– Cliff Haus Beck – Pirol Arminius – Irk Arminius – Uran
Wildsteiger Land
O sieger
1926/28, Erick Glockenbrink foi um dos primeiros cães de
destaque tendo a coloração amarela com a capa preta. No entanto,
foram o sieger 1929, Utz Haus Schütting, e o seu filho sieger
1931/1932, Hussan Haus Schütting, os dois animais mais
marcadamente parecidos com os atuais animais de estrutura. Muito
parecidos com os cães Haus Schütting foram o VA 1950/51, Rolf
Osnabrücker Land, e o sieger 1955, Alf Nordfelsen. Creio que
foram esses quatro últimos, Utz, Hussan, Rolf e Alf os
precursores fenotípicos dos atuais cães estrutura;
Num
determinado tempo, mais precisamente no final dos anos sessenta
e início dos setenta, havia um número grande de animais com um
esboço do fenótipo hoje aceito majoritariamente nos
cães-estrutura. Os siegers 1968, Dido Werther-Königsallee,
1969/70, Heiko Oranien Nassau e, principalmente, o sieger 1971,
Arras Haus Helme e 1972, Marko Von Cellerland, lembram muito os
cães-estrutura de hoje. Muitos responsabilizam os irmãos Martin,
Hermann e Walter, apoiados por Ernst Beck, pelo atual fenótipo
dos pastores alemães-estrutura ditos modernos. Uns enaltecendo e
outros criticando a atuação dos titulares dos canis Arminius,
Wienerau e Haus Beck. Ninguém pode negar as influências de
Hermann, Walter e Beck na criação pastoreira. Hermann e Beck,
além de grandes criadores, orientando as suas criações por uma
quase perfeita organização baseada em critérios científicos,
foram dirigentes influentes da SV. Hermann foi presidente da
entidade de 1982 até a sua morte, em 1994, sempre escudado por
Beck como diretor de criação. Walter foi um destacado criador
com ótimo feeling para o uso correto dos seus animais, embora,
creio eu, menos técnico que o seu irmão. Mas, afirmar que tenham
sido os únicos responsáveis pelo pastor moderno, acho uma
temeridade. Seria desdenhar o trabalho de outros excepcionais
criadores e dirigentes muito competentes como Christoph Rummel
(presidente da SV de 1971 a 1982) e Werner Funk (presidente da
SV de 1956 a 1971), períodos do início das grandes
transformações e das maiores distâncias entre os cães de
estrutura e trabalho. Agora, que Walter Martin marcou
indelevelmente a criação de estrutura moderna, com os cães
Quanto e Canto Wienerau, é inquestionável. Lógico que os seus
objetivos eram mais modestos, e nem sequer o maior dos
sonhadores poderia sonhar com dois animais tão extraordinários
nascidos quase ao mesmo tempo. Partiu, segundo ele próprio, de
cães pouco expressivos e com uma experiência pessoal não muito
rica na criação. Suas primeiras coberturas foram orientadas por
criadores amigos mais experientes. Também não podemos tirar os
seus méritos, pois, tanto Canto como Quanto eram filhos de mães
Wienerau, mostrando que tinha objetivos de melhoria e maior
uniformidade na sua criação. Se até Quanto e Canto Wienerau
pode-se admitir um acaso genético, após eles houve uma
consciência na busca da uniformidade de tipo. Vejam outro
aspecto interessante do acaso genético. Claro que Walter Martin
jamais pensou que, além de conseguir dois extraordinários
raçadores, o cruzamento entre os
descendentes deles, principalmente machos Quanto com fêmeas
Canto, daria o samba que deu. Quanto e Canto possuíam tipos
fenotípicos diferentes e foram capazes de transmitir esses tipos
aos seus descendentes. Junto com Mutz Pelztierfarm e Marko
Cellerland constituíram as quatro grandes linhas de sangue
básicas dos modernos pastores de estrutura. Os principais
filhos de Marko, como Kai Silberbrand e Asko Hattsteinburg, não
tinham o tipo, principalmente a coloração, mais aceita hoje em
dia na estrutura; assim a linha Marko foi sendo abandonada na
estrutura embora mantivesse grande influência nas linhas de
trabalho. Com o caminhar dos anos 70 notava-se, cada vez mais,
uma evolução na uniformidade de fenótipo dos participantes das
siegers alemãs devida, preponderantemente, às descendências de
Quanto, Canto e Mutz. Foi um período muito fértil com o
surgimento de cães exuberantes como Gundo Klosterbogen, Reza
Wienerau, Dick Adeloga, Cliff Haus Beck, Reza Haus Beck, Vello
Unterhain e Lasso Val Sole, filhos de Quanto Wienerau; como
Canto Arminius, Cesar Arminius, Frei Holtkamper See, Argus
Klämmle, Asslan Klämmle e Jago Baiertalerstrasse, filhos de
Canto Wienerau e como Jonny Rheinhalle, Anderl Kleinen Pfhal,
Quino Monchberg e Jalk Rheinhalle, filhos de Mutz Pelztierfarm.
No início dos anos 80 já havia uma certa uniformidade de
fenótipo nas siegers e, principalmente os membros posteriores
já ganhava um esboço do que são hoje, com angulações
coxofemorais e de joelhos mais marcadas e garupas com angulação
maior em relação à horizontal. As consangüinidades em Canto,
Quanto ou em alguns dos seus descendentes foram as grandes
responsáveis pela uniformidade de fenótipo alcançada. Em 1981
surge o VA Zorro Haus Beck, filho de Frei Holtkämper See, em 83
Uran Wildsteiger Land chega a VA para iniciar a fulgurante
carreira que possibilitaria ser sieger em 84/85, em 84/85/86
Natz Hasenborn, filho de Dax Wienerau, também surge como VA e,
em 1985, Quando Arminius, líder de uma ninhada espetacular,
chega a VA para atropelar e chegar a sieger nos anos 86 e 87. Da
ninhada que originou Quando, devemos destacar também as fêmeas
Quina e Quana, mães dos VA’s de grande importância, Mark Von
Haus Beck e Cello v. d. Romerau respectivamente. Podemos afirmar
que toda a uniformidade de fenótipos observada nas siegers de
hoje é devida a alguns animais básicos, seus descendentes e uma
grande gama de consangüinidades. Os animais básicos são Uran
Wildsteiger Land, Quando Arminius, Fedor Arminius (neto de
Zorro) e Cello Romerau (filho de Natz).
Da linha
proveniente de Quando, temos Odin v. d. Tannenmeise que produziu
dois pilares fortes: Jeck von Noricum e Zamb v. d. Wienerau.
Cello v. d. Romerau tem Eros v. d. Luisenstrasse como seu mais
forte representante.
Portanto,
esta foi uma breve história desta raça que tanto veneramos. Na
realidade, se quisermos, podemos ficar dias falando sobre este
assunto tão rico em detalhes. Mas, o mais importante, para
chegar aos resultados obtidos, houve muito empenho e seriedade e
disciplina na condução da criação. Qualidades que não podemos
esquecer, pois somente com um objetivo, procedimentos com fortes
princípios e responsabilidade para com a raça, levaremos esta
tarefa à diante.
Bibliografia:
§
O livro: The German Shepherd Dog in Word and Picture, Max von
Stephanitz;
§
O livro: O pastor Alemão - SCHAWBACHER, Joseph; GRAY, Thelma;
Boletim
Informativo da Sociedade Paulista Cães Pastores Alemães - Núcleo
de Cruzeiro. |